Lula tenta agradar o Alto Comando do Exército ao colocar general no GSI na tentativa de se aproximar dos militares.
Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu reestruturar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) como uma tentativa de se aproximar dos militares. Para assumir a pasta, Lula escolheu o general da reserva Marcos Antônio Amaro dos Santos e pretende devolver ao GSI a responsabilidade sobre a segurança presidencial.
A escolha de um órgão militar para o órgão gerou controvérsias dentro do governo, já que uma ala defende a extensão da pasta ou a indicação de um civil para o cargo. No entanto, ministros como Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral) convenceram Lula de que o general Amaro poderia melhorar a relação do governo com o setor militar.
O PT considera o general Amaro como um nome de confiança, já que ele já fez parte da Casa Militar durante o governo de (Dilma Rousseff). Além disso, assessores do Planalto acreditam que a escolha de Amaro foi acertada, pois ele é muito apreciado no Exército.
O general Amaro é um oficial de quatro estrelas que iniciou uma carreira na arma de Artilharia. Ele já ocupou diversos cargos importantes, como chefe adjunto do GSI, Secretário de Segurança Presidencial, chefe da Divisão de Inteligência do Centro de Inteligência do Exército, comandante da 3ª Divisão do Exército no Rio Grande do Sul e comandante militar do Sudeste. Ele também chegou a ser Chefe do Estado-Maior antes de se propor.
De acordo com oficiais militares, o que importa na escolha do general Amaro para o cargo no GSI não é tanto a escolha do indivíduo em si, mas sim o fato de ele ser militar. Segundo uma fonte anônima da cúpula do Exército, a escolha agradou o Alto Comando, uma vez que a chefia do GSI é uma posição de natureza militar.
Na quarta-feira (3), Lula visitou o quartel general e almoçou com generais do Alto Comando, onde a escolha de Amaro foi concedida, mas ainda não oficializada. Uma outra fonte, presente no evento, descreveu o clima como "ameno".
Em outras palavras, a escolha de Amaro foi vista pelas Forças Armadas como um sinal positivo do governo. Embora os militares apoiem a figura do presidente independentemente de quem esteja no poder, sua relação com Lula e o Partido dos Trabalhadores tem sido tensa. A normalização da candidatura de Lula na última eleição foi vista por muitos, incluindo muitos militares, como um episódio lamentável da história política brasileira.



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